Nunca pensei que fosse curtir tanto o avanço dos anos, que além de marcas no rosto, algumas dores no corpo, trouxe novas e boas amizades. Chegamos à idade do “Chá das cinco”, embora hoje pense que “Chá das cinco” não tem idade, é mais uma questão de merecimento.
Izabela e Marcele começaram fazendo o chá, uma finesse trazida da Turquia, presente da cunhada que Izabela não cansou de agradecer. Aos poucos, foram chegando Suzana, Aninha, Gabriela e finalmente Amanda.
Além do chá turco e o bule canadense, presente da amiga de Marcele, que esperava ansioso por uma oportunidade de se colocar à mesa, as iguarias eram todas bem mineiras. Quanto às conversas, prosseguimos mais um pouco em nosso passeio pelo mundo, mundo da moda.
Que Paris é a capital mundial da moda, berço de grifes famosas, todas nós sabiamos. Que uma bolsa Louis Vuitton, que uma sandália Chanel, que um vestido Dior, que uma blusinha Guy Laroche, que uma lingerie Passionata custam o olho da cara, todas estavam cientes, que pouquíssimas mulheres nesse nosso Brasil tem acesso a esses caprichos, ninguém ignorava, que a maioria dos maridos acham que esses bens são desnecessários todas suspeitavam.
O que pouca gente sabia é que entre essas marcas, a Hermés, criada em 1837 por um fabricante de selas, que vendia cintos de couro, botas e luvas é atualmente a marca de um dos mais famosos lenços que a Europa já viu. Sua fama foi fortalecida pela princesa de Mônaco, Grace Kelly, que se apresentou em público usando um desses lenços como tipóia para o braço. Assim um lenço Hermés tornou-se símbolo de sofisticação e elegância. O custo desse luxo? Ninguém ousa pronunciar. Cabe aos leitores curiosos investigar, a internet é um grande e discreto aliado. Confesso, não resisti, já fiz a minha pesquisa e digo que estou estupefata.
Até esse encontro, eu desconhecia o luxo representado pela posse desse adereço. Izabela, chiquérrima, chegou ao nosso chá carregando uma sacola também chiquérrima de onde retirara, diante dos olhares perplexos das amigas, os souvenires que o marido lhe trouxera de uma viagem pela Europa. Retirara, delicadamente, uma caixa laranja na qual jazia um lenço com imagens do pólo norte acompanhado de outra caixa menor. Nessa caixinha, organizadas como cartas de um baralho, várias fotografias exibiam possibilidades diferentes de uso do lenço com as instruções no verso. Izabela entregou à Gabriela uma carta selecionada do baralho, que, por sua vez, procurou desempenhar da melhor forma a tarefa que lhe coube.
Izabela, orgulhosa por ter sido alvo da atenção e generosidade do marido, nem se deu conta de que o modelito escolhido exigia não um, mas cinco lenços.
Após um súbito sentimento plebeu, marcado pela falta de cinco lenços, deu um gole no chá turco de maça verde, transformou-se numa rainha. Sem perder a pose exclamou:
_ Que são cinco lenços comparados ao nosso chá das cinco!

Nossa....... como é chique essa amiga Izabela hein. hehe...
ResponderExcluirParabéns pelo blog, está muito bom.
Já que nem sempre temos um lenço chiquérrimo,
ResponderExcluirnos deliciamos com as histórias dele e com as semi- jóias de nossa amiga. Ao ler esta página lembro de conto de fadas,que podem ser reais.
Obrigada Thiago,
ResponderExcluircontinue seguindo...
Adorei a história , adoraria poder vivenciar um chá das cinco regado de histórias e lenços.
ResponderExcluirAmei!!!!
Claudia,
ResponderExcluirjá estamos planejando mais um chá e vc é nossa convidada de honra, pois nesses chas tem que se gostar mais de histórias do que de chá e biscoito,
bjs
Ate que em fim alguem de bem longe apareceu ne!!!
ResponderExcluirNossa estou amando as historias!!!
Parabens!!!
E ja pode marcar mais um cha, dessa vez diretamente da Oceania!!
Beijo grande!!!
Gabi,
ResponderExcluirque alegria ter uma leitora do outro lado do oceano, estou te esperando para o chá,
bjs
Yeda