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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

AMIGAS passeiam pelo Museu de Território Caminhos drummondianos.

Casa onde morou Drummond
Izabela, cansada que estava de tentar explicar sua paixão pela terra de Drummond, sugeriu às amigas que fossem com ela experimentar o chão e o cheiro do minério. De Itabira, elas conheciam apenas as encostas vermelhas de onde fora arrancadas as verdes vestes para extirpar o minério escondido em suas entranhas. Lá, a terra sangra, apesar disso, Izabela insistia que não se trata apenas de um retrato na parede.


Assim se deu que nos encontramos em Itabira, no fim de agosto, numa tarde que não cai, pois em Itabira a tarde “pousa na sombra da gameleira”. Duas horas depois do almoço e Aninha já sentia as exigências do seu estômago, queria algo doce, e bem ali diante “dos vasos de azul-vaidade, contra o azul do céu” determinou que parássemos para que ela degustasse alguns doces. Diante dela a inscrição: “e agora José?” E agora que a festa acabou, o que fazer com todas essas calorias excedentes, reclamava ela. A resposta veio em seguida, Izabela propôs que andássemos todo o percurso delimitado pelo Museu de Território Caminhos drummondianos.

Entre os resmungos de Aninha, algumas contrapropostas de Gabriela e o entusiasmo de Suzana e Amanda começamos por dar a volta ao largo do Batistinha, seguimos pela rua Tiradentes, pelo Beco do calvário, uma paradinha no Paredão e seguimos até onde descansa o Inglês invisível, depois pela rua do bongue, onde nos deparamos com a placa poema que entusiasmadas e em uníssono declamamos como colegiais.

Soubemos que estávamos diante dos restos escourados da casa do velho santeiro Alfredo Duval com sua “ânsia artesanal de perdurar” vencida pelo descaso do poder público; continuamos subindo, desafiando nosso fôlego. Avistamos a casa do proprietário do primeiro carro a subir as ladeiras de Itabira. Chegamos ao hipocampo itabirano, região responsável pela memória dessa cidade. Ali descansa os mortos e os criminosos, cantam e tocam os homens e rezam as mulheres. Num pequeno espaço reúnem o cemitério, a cadeia, o zoológico, a banda de música e a igrejinha do Rosário. O coração começa a bater mais forte, Izabela não sabe se pelo esforço da subida ou se pela emoção, muita vida desceu e subiu ladeira.

Para alívio de Aninha, começamos a descer, chegamos à antiga morada de Drummond de onde prosseguimos ladeira abaixo até nova escalada, pois Izabela não negociava a subida da rua Santana até o Colégio Nsa Senhora das Dores, foi lá que aprendeu a namorar.

Depois de uma passada pelo Pico do amor e do Memorial, Izabela chamou para o café. Torcemos por um café preto, gostoso e bom que encontramos na casa de sua mãe que esperava ansiosa por nos conhecer.

De Itabira, trouxemos prendas diversas que oferecemos aos maridos, filhos e em especial à Michele que, recentemente operada, só foi liberada para caminhar insuficientes 15 minutos por dia. Entre eles, esse site que possibilita que os menos dispostos nos acompanhe pelos caminhos drummondianos. http://www.vivaitabira.com.br/viva-drummond/Caminhos-Drummondianos.php

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