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| Casa onde morou Drummond |
Assim se deu que nos encontramos em Itabira, no fim de agosto, numa tarde que não cai, pois em Itabira a tarde “pousa na sombra da gameleira”. Duas horas depois do almoço e Aninha já sentia as exigências do seu estômago, queria algo doce, e bem ali diante “dos vasos de azul-vaidade, contra o azul do céu” determinou que parássemos para que ela degustasse alguns doces. Diante dela a inscrição: “e agora José?” E agora que a festa acabou, o que fazer com todas essas calorias excedentes, reclamava ela. A resposta veio em seguida, Izabela propôs que andássemos todo o percurso delimitado pelo Museu de Território Caminhos drummondianos.
Entre os resmungos de Aninha, algumas contrapropostas de Gabriela e o entusiasmo de Suzana e Amanda começamos por dar a volta ao largo do Batistinha, seguimos pela rua Tiradentes, pelo Beco do calvário, uma paradinha no Paredão e seguimos até onde descansa o Inglês invisível, depois pela rua do bongue, onde nos deparamos com a placa poema que entusiasmadas e em uníssono declamamos como colegiais.
Soubemos que estávamos diante dos restos escourados da casa do velho santeiro Alfredo Duval com sua “ânsia artesanal de perdurar” vencida pelo descaso do poder público; continuamos subindo, desafiando nosso fôlego. Avistamos a casa do proprietário do primeiro carro a subir as ladeiras de Itabira. Chegamos ao hipocampo itabirano, região responsável pela memória dessa cidade. Ali descansa os mortos e os criminosos, cantam e tocam os homens e rezam as mulheres. Num pequeno espaço reúnem o cemitério, a cadeia, o zoológico, a banda de música e a igrejinha do Rosário. O coração começa a bater mais forte, Izabela não sabe se pelo esforço da subida ou se pela emoção, muita vida desceu e subiu ladeira.
Para alívio de Aninha, começamos a descer, chegamos à antiga morada de Drummond de onde prosseguimos ladeira abaixo até nova escalada, pois Izabela não negociava a subida da rua Santana até o Colégio Nsa Senhora das Dores, foi lá que aprendeu a namorar.
Depois de uma passada pelo Pico do amor e do Memorial, Izabela chamou para o café. Torcemos por um café preto, gostoso e bom que encontramos na casa de sua mãe que esperava ansiosa por nos conhecer.
De Itabira, trouxemos prendas diversas que oferecemos aos maridos, filhos e em especial à Michele que, recentemente operada, só foi liberada para caminhar insuficientes 15 minutos por dia. Entre eles, esse site que possibilita que os menos dispostos nos acompanhe pelos caminhos drummondianos. http://www.vivaitabira.com.br/viva-drummond/Caminhos-Drummondianos.php

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