Sete Lagoas, seis amigas, cinco vogais, quatro lados, três poderes, dois polos e um só blog.
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domingo, 6 de novembro de 2011
Casa arrrrrumada: abrigo da morte...
Recebi por email, de uma querida e nova amiga, uma definicão do que seja "casa arrumada", adorei e agradeço a ela o alívio proporcionado.Nunca fui do tipo que arruma, antes aquela que des-arruma. De arrumação fica uma pequena lembrança de adolescente em que cabia a mim a limpeza da cozinha após o almoço, fazia-o de forma exemplar de acordo com o que via em algumas casas que frequentava na ocasião. Após a tal arrumação, tomava meu banho e gostava de retornar ao local para apreciar o lugar limpo, asséptico e higienizado construido com meu esforço, mas minha decepção era grande. Por ali , nesse intervalo, circulava muita gente, e os copos já se acomodavam no bojo da pia toda respingada . Adotei uma estratégia que custou a meu pai muitos reparos e aquisições de novas torneiras: martelava a torneira até emperrá-la, impedindo assim que meus irmãos a abrisse e molhasse a pia. A mim custou o penoso e hoje doce aprendizado de que casa limpa e organizada demais é jazigo, abriga a morte.
Assim como eu, a autora desconhecida prefere a casa que abriga a vida. Onde a vida des- arruma as coisas, é alojada sem ter que pagar aluguel, é inquilina grata e ilustre. Assim, transcrevo o texto:
"Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente".
terça-feira, 4 de outubro de 2011
A escolha da profissão
Nesse mundo regido pela batuta do capital, impera um mandamento em que todos devem fazer não aquilo que gostam _ o que soa hoje como conto da carochinha, mas sim o que dá dinheiro. O mundo está infestado de gente que escolhe ter como profissão qualquer coisa, desde que dê dinheiro.
Não sei amigas se o que digo é mais uma dessas esquisitices que me faz sentir estranha no mundo, mas, assim como os capitalistas, preocupo-me em investir, mas o investimento confiável e seguro para mim é em gente: gente simples, sofisticada, bonita, feia, pobre, rica, culta, de pouca leitura, mas sensível. A sensibilidade salva qualquer um dos limites humanos da pequenez, faz da vida algo que merece ser chamada de humana.
Tomo de um tio das antigas um exemplo do que é investir em gente. Sensibilíssimo , ao ouvir do filho que não poderia comparecer a um evento de família porque tinha que trabalhar, perguntou-lhe quanto custava sua hora, alegando que as compraria. Sem graça, mas não menos sensível, o primo estava lá.
O que lamento, é que essa característica tem definhado na proporção inversa ao crescimento do poder e domínio do dinheiro. Dinheiro alimenta status, mas não alimenta a alma; quando a alma está faminta não há vida que valha a pena. Alma desnutrida e minguada, desidrata a vida.
O ser humano regido por essa orquestra financeira torna-se desabitado, vazio.
Então pais e mães, quero dividir com vocês a minha preocupação. Acho que os valores mudaram e mesmo aqueles que pensam como eu, ou seja, que o investimento em gente é o mais seguro, têm vacilado em transmitir esses valores aos filhos.
Escutei de uma jovem ao se dirigir a sua mãe a expressão desse conflito; ela disse: como pode a senhora tão inteligente ter sido tão burra. O que a jovem considera a burrice da mãe é o fato de esta, apesar de ter tido vários resultados positivos no campo intelectual, não ter escolhido uma profissão que lhe garantisse uma boa dose de consumo - doses e mais doses até a embriaguez.
Para essa jovem e para tantos outros a escolha profissional é guiada pela remuneração.
Tomando a prostituição como paradigma do fazer qualquer coisa em troca do dinheiro, vejo um tempo sombrio em que “a prostituição do dom” se alastra como modo seguro de pensar e apostar no futuro. Desprezam-se as aptidões, prazeres, histórias e identificações na hora de escolher uma profissão em nome do dinheiro.
Alguns pais zelam para que os dons artísticos dos filhos permaneçam adormecidos, temendo que a descoberta destes possa extraviar o filho dos caminhos mais curtos em direção a um bom salário. A arte chega a ser uma ameaça.
Muitos jovens têm apostado na medicina como um dos caminhos para uma pretensa estabilidade financeira (o que muitos afirmam ser um engano). Estabilidade é um eufemismo por trás do qual se esconde a ânsia pelo poder financeiro.
Nesse sentido, é emblemático como desde a preparação para uma profissão que pretende zelar pela vida, já se evidencia os equívocos de uma busca guiada por outros interesses.
Uma jovem, notadamente sensível, relata como a disputa nos cursinhos por uma vaga nos cursos de medicina é desumana. O esforço para fazer uma amizade só é comparado ao de Sísifo, a cada novo dia recomeça. Quando consegue trocar algumas palavras amigáveis com o colega ao lado, no dia seguinte é surpreendida com a indiferença do vizinho, que não raro procura sentar-se em outro lugar.
A jovem relata também recursos e estratégias para derrotar o colega desde já, deixá-lo em condições desiguais. Assim, ela observa a colega que havia faltado de aula pedir à amiga o caderno emprestado, escuta-a dizer mentirosa e descaradamente que também havia faltado à aula, resposta reiterada por tantos quantos foram solicitados. Sem falar nos tratamentos estapafúrdios de alguns professores que ali estão como animadores de platéia, que deixam a ética longe, imbuídos que estão em manter acordados e atentos centenas de jovens “prostituídos”, para no final do ano engrossar a lista dos primeiros, segundos e terceiros lugares em medicina, direito e engenharia.
Embora esse desabafo já contou 721 palavras ( ferramenta do Word ), careço ainda de pedir desculpas aos engenheiros, médicos e advogados sensíveis, já que tomei suas profissões como maus exemplos. A estes os meus parabéns, pois o que pode ser melhor do que o encontro entre o dom, o prazer no trabalho, e uma remuneração compatível?
terça-feira, 27 de setembro de 2011
FAITH (Fé)!

Faith é um cachorrinho que nasceu sem as patas dianteiras, que anda visitando as páginas da web. No vocabulário canino certamente não existe a palavra aleijado, mesmo porque não teria um significado para esse vocábulo. Faith, que em português podemos traduzir por Fé, esse cachorrinho ai das fotos, não liga para o que os outros pensam dele, não se importa se é mais elegante ou mais bonito que o seu vizinho ou que o seu amigo, está se lixando se alguém tem dó ou pena de sua condição. Faith é único e incomparável.
Os limites que a natureza impôs a esse animal não são pequenos, a princípio pensamos que estaria condenado a ficar imóvel, já que a mobilização da espécie depende de quatro patas e não duas como lhe foi concedido. Nós humanos sabemos disso, mas Faith, ignorante de sua condição de aleijado, tomou para si a tarefa de andar pelas ruas como se essa ação fosse a mais natural. Os limites físicos que nós vislumbramos para o cachorrinho não se confirmaram em sua existência. Ele desloca por toda a parte, e o modo como o faz torna-o ímpar e por isso admirável.
Se transportarmos esse acontecimento para a espécie humana, só em condições muito especiais teríamos resultado semelhante. Os limites físicos nesse caso esbarram com limites ainda maiores, os limites morais. A diferença é vivida pelo homem como signo de inferioridade e inutilidade. Se Faith assume sua diferença e a exibe feliz, é porque dela não tem nem orgulho nem vergonha, não se julga um privilegiado nem um desprezado, ignora que ter duas patas pudesse ser um limite, já que ele faz o que quer, ao seu modo, sem se comparar com os outros cães.
Entrar em competição com o outro poderia ser a desgraça de Faith assim como é a nossa. Dizem que o homem é o lobo do homem, tamanha a crueldade com que trata seus semelhantes.
A exigência de modelos é para mim a crueldade maior, claro que suportada pela boa intenção, a mesma de que o inferno está cheio. Precisamos nos separar dos modelos, acreditá-los desnecessários e dispensáveis para nos inventarmos. Nossa semelhança externa é um engano, se por termos dois braços e duas pernas, dois olhos e uma boca acreditamos que somos iguais, o modo como cada um utiliza e usufrui do que tem nos leva a crer que somos inteiramente diferentes uns dos outros.
Sofremos de uma exigência de sermos iguais a ... , sendo que as reticências poderiam ser preenchidas por alguns ícones de nossa sociedade. Sempre buscando ser igual a. Por que não podemos apenas ser?
Se imaginarmos que a locomoção humana fosse ao modo do vôo dos pássaros ou do nado dos peixes, alguém que nascesse com duas pernas sentir-se-ia um aleijado, coitado e desprezado. Assim, alguém que nascesse sem asas ou sem nadadeiras, mas provido de duas grandes e musculosas pernas não saberia o que fazer com elas, recolhê-las-ia como símbolo de sua insignificância e vergonha, talvez passasse a vida na cadeira de rodas acreditando-se incapaz de locomover-se. O mínimo olhar alheio seria para ele a confirmação de que é alvo de risos e zombaria. Ignoraria eternamente o uso que Marílson Gomes dos Santos[1] fez dos seus belos par de pernas.
[1] Vencedor da maratona de São Silvestre 2010.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Saudades do blog e de minha mãe.
Depois de uma longa ausência, volto ao Microsoft Word com a intenção de escrever. Explico: estou de férias. Não é minha intenção, mas sei que essa revelação vai provocar a inveja em muita gente, peço desculpas. Mas, hoje, uma saudade ainda maior me traz aqui.
No ano de 1931, ano sem maior importância, a não ser que se trata de um ano entre guerras, fato que faz diferença na historia que vou contar, nasceu a menina Ruth, em Sete Cachoeiras de Ferros, aos 26 de agosto, filha de Tequinha e Orozimbo.
Moreninha dos cabelos negros mantidos assim até o fim de seus dias. De 1931 a 2011 passaram-se 80 anos, foram 29200 vezes que ela acordou pelas manhãs, isso que parecia se repetir indefinidamente foi interrompido pelo sono eterno.
Alguns rezam para morrer sem saber que estão a caminho, inteiramente desavisados para não antecipar a dor. Outros, ao contrário, pedem por um tempo no qual pudessem compartilhar com os familiares seus últimos minutos, aquela famigerada imagem do moribundo pronunciando no leito de morte os seus últimos desejos. Às vezes, fáceis de serem cumpridos, como o do Vô Zimbinho, que encheu a filha de orgulho e alívio quando revelou seu último pedido: “não me façam homenagem repetindo meu nome em meus netos”- ninguém ousou desobedecê-lo. Por vezes, são pedidos tão complexos que amarram aquele que os escutou na obstinação de executá-los nem que seja a última coisa a fazer na vida.
Mesmo que nossa mãe pudesse pronunciar suas últimas palavras, acho que ela não diria nada, a não ser “sigam suas vidas e sejam felizes”. Não nos faria nenhum pedido, a não ser, claro, “vivam em paz”.
Enquanto viveu, cuidou de não importunar os filhos com seus desejos, achava isso um capricho. Nunca achou que tivesse o direito de nos pedir coisa alguma, e acredito que não faria isso pouco antes de morrer, correndo o risco de produzir algum mal entendido que jamais poderia ser desfeito.
Morreu em silêncio, assim como se silenciou sobre as expectativas a respeito da vida dos filhos. Cada um seguiu seu caminho, como quis. Sempre apoiou suas iniciativas, acreditou no potencial da prole, e torceu pelo sucesso deles. Sei que se orgulhava de seus feitos, às vezes era indisfarçável, mas elogios - nunca, pelo menos que se pudesse testemunhar. Julgava-os inadequados, penso que imaginava que eles poderiam produzir egos muito inflados, gente vaidosa, do tipo arrogante de que ela não gostava. Cultivou muito a humildade.
Sobre sua vida, não era muito de falar. Não faltou, no entanto, quem nos transmitisse dados sobre a Ruth jovem, moderna, linda e elegante que suas fotos confirmavam.
Escutávamos um pouco surpresos sobre aquela mulher que lutou para cursar contabilidade, profissão dos homens daquele tempo. Mulher que trabalhava e sonhava com sua carreira, dinâmica e ousada. Moça que bordava, amava e causava admiração. Nossa mãe, não se parecia com esta mulher. Essa descrição combinava com as fotos, mas nada lembrava a mãe dedicada, que vivia em casa lavando, passando e cozinhando. Soubemos mais tarde que os sonhos permaneciam irrealizados à espera de tempos melhores. Aos 70 anos, chegou a dizer, “sinto-me mais jovem hoje do que aos 40” . Acredito que essa juventude tem a ver com a realização de seus sonhos. Aos 40, tinha 6 filhos para criar, pouco dinheiro para gastar , muito trabalho a executar mas, certamente, muita fé.
Um dos filhos ficou pelo caminho, desde os 5 anos de idade ele a aguarda do outro lado. Ela não desistiu da vida e dos outros filhos. Nunca a vimos afinar, sempre determinada. Jamais se desesperava, parecia ter a calma dos anjos e a confiança de quem tem Deus do lado. Ela dedicou toda a sua vida a plantar e semear a paz e a harmonia entre as pessoas. Nenhum motivo era digno de uma briga, sequer uma desavença, para tudo tinha o perdão. Soubemos que em sua juventude teceu para os brasileiros que participaram da Segunda Guerra Mundial; quando estourou a Guerra do Golfo a vimos sair para o terreiro de casa com sua máquina de costura para não ter que escutar notícias da guerra, que meu pai acompanhava dia e noite. Nascer no período entre guerras pareceu ter lhe impulsionado a cultivar a paz. Da discórdia e da guerra parecia ter trauma.
Em relação aos filhos cuidava dos detalhes, pois do grosso cuidava meu pai. Sutilezas que fazia e fizeram a maior diferença. Para defender os detalhes, mostrava a força, a determinação e a habilidade de um felino que silenciosamente vai do chão ao teto.
Amava a simplicidade, sempre soubemos, mas a confirmação disso foi quando tivemos que nos desfazer de seus pertences. Se foi duro pela lembrança que esses objetos evocavam, foi também muito fácil pois não guardava nada desnecessário, roupas – somente as que usava, assim como dois ou três pares de sapato, toda a casa era organizada com a mesma lógica, nada de supérfluo. Durante a vida, na medida em que recebia , doava.
Sua ausência vai sendo sentida dia a dia, o telefone que jamais tocará.
Ela que se vestia de bege não sabe como enchia de cor a vida de todos nós. Hoje o dia parece embaçado como a página à minha frente pelas lágrimas que vez ou outra me caem dos olhos.
A orfandade como um sentimento novo, um desamparo, uma insegurança sobre o que é a vida, uma necessidade de inventar e reinventar a cada dia o que é família.
Li que ser mãe é dominar a arte de ser desnecessária. Tendo sido imprescindível, soube se recolher da vida dos filhos, deixando que cada um a tomasse em suas mãos. Hoje, ela pode descansar em paz, tendo nos dado os ingredientes imprescindíveis para construirmos as nossas vidas e o suficiente para alicerçar a vida de nossos filhos.
Mãe, descanse em paz.
Muito, muito obrigada.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
O cravo brigou com a rosa.
O cravo brigou com a rosa.
A discórdia, comenta-se, foi um pouco violenta, resultando num grande vexame que o vento espalhou por todos os canteiros. Duvido que alguém, que se sensibilize com a dor e o sofrimento alheio, desconheça esse fato. Entre despedaçados e feridos salvaram-se os dois, mas, mesmo depois de anos do ocorrido debaixo da sacada, ainda hoje se especula sobre o mistério da divergência entre os dois amantes.
Em uma de nossas reuniões, debruçamo-nos sobre o tema do amor. Certas de que o encontro de um homem com uma mulher nao é da mesma natureza do encontro de uma tampa com uma panela, a metáfora do cravo e da rosa nos pareceu mais apropriada.
Assim, formulávamos hipóteses.
Quem teria começado a briga? Amanda acredita que o motivo da intriga foi o ciúme, já que Rosa havia conhecido o Gerânio recentemente, e se encantado com o aroma dele, tão diferente do fúnebre cheiro constante de seu amante. O cravo, primitivo em suas defesas, atacou com a lei de talião - dente por dente, olho por olho, elogiando entusiasmadamente o brilho e a maciez das pétalas de uma jovem Rosa branca, lembrando sua amada de que o tempo é padrasto.
Assim, formulávamos hipóteses.
Quem teria começado a briga? Amanda acredita que o motivo da intriga foi o ciúme, já que Rosa havia conhecido o Gerânio recentemente, e se encantado com o aroma dele, tão diferente do fúnebre cheiro constante de seu amante. O cravo, primitivo em suas defesas, atacou com a lei de talião - dente por dente, olho por olho, elogiando entusiasmadamente o brilho e a maciez das pétalas de uma jovem Rosa branca, lembrando sua amada de que o tempo é padrasto.
Marcele contestou, não via probabilidade nessa hipótese, afirmava que mais certo era que a briga tivesse sua origem nos fantasmas da ex-companheira do Cravo. Ele, muito inseguro, temia assumir o relacionamento com Rosa. Sentia-se culpado por ter abandonado Cravina com vários botões ainda por atingir a maturidade, mantinha-se, por isso, subjugado aos mandos e desmandos da ex. Assim, Marcele acreditava: _Rosa nenhuma suportaria isso!
Apesar de reconhecer como plausível essa hipótese, Aninha aposta que o Cravo andava mesmo é cansado de atender as exigências da Rosa, que entre outras, só aceitava matar a sede com água mineral. Ao que Suzane acrescenta: _ o Cravo devia estar também arrependido de trocar a simples Cravina pela espinhenta e histérica Rosa. Nesse instante, Gabriela interveio em defesa da fêmea: - Não vê que a histeria esta do lado do Cravo, diante de qualquer briguinha ele cai doente e sofre desmaios. _ Manhoso e presunçoso esse Cravo, afirmava ela. Para mim, são todos iguais, pólen do mesmo saco, justificando assim sua opção de vida.
Izabela preferiu não dar palpites: _em terreno de marido e mulher prefiro não meter a pá.
Nesse fértil jardim, as amigas prosseguiram regando as idéias na busca de um entendimento sobre o amor e seus desencontros.
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